We’ve got two pairs of shoes and a big yellow submarine. But he’s moving to California. In the bag he putted a tiny lollipop and a bottle of champagne
- We have to celebrate our freedom, baby
- We have to run, there’s nothing to be done. Fly across the rain and don’t let people let us down. You have to go.
- We don’t need people, we have our purple boots.
- Is it enough, petit?
- Do you have any doubts?
- I really need my Allen’s movies with me,
- But we don’t have electricity.
- Ok. The books then.
- Yeah, I’ll read it for you.
- But you are leaving, baby.
- We are always leaving, but don’t you worry, you will go with me. I still have your scratch on my back and a bag to put you in.
- Just like Kielovski!
- Yeah, girl, you are coming with me.
Got no place to go but a good french bottle of wine with me
Drink my worries down the drain
- Happy New Year’s, baby. Wait me here while I’m there.
- Don’t go far, ok?
- Ok.
Dica do filme da semana: Abraços Partidos, do Almodovar.
Eu juro que não acredito que o Almodovar usou uma música da Cat Power na trilha sonora. Gênio. Filme é, de fato, um dos seus melhores. E eu quero casar com a Penélope Cruz.
Ana Luiza Ponciano escreve aos sábados no Sete Doses
Depois de ver a Williams dominar a temporada 1987 da Fórmula 1, a McLaren deu o troco em grande estilo no ano seguinte. O MP 4-4 não foi apenas o melhor carro de 1988, mas um dos melhores da história da principal categoria do automobilismo. Para isso, também pesou o desempenho de Alain Prost e Ayrton Senna, que realizaram uma disputa renhida pelo título mundial. Nas 16 provas da temporada, o francês e o brasileiro conquistaram 15 poles e 15 vitórias.
Após três anos na Lotus, onde seu ímpeto rendeu várias poles, algumas vitórias e diversos abandonos, Senna foi contratado pela McLaren onde teria ao seu lado Alain Prost, um piloto muito mais experiente, com resultados brilhantes (dois títulos mundiais pela escuderia britânica) e uma frieza impressionante, em 1988.
E o início da temporada não foi fácil para Senna. Nas quatro primeiras provas, Prost venceu três (Mônaco e Jacarepaguá, entre elas) contra apenas um triunfo do brasileiro em San Marino. Assim, parecia se consolidar como principal favorito ao título. Com 18 pontos de desvantagem, Senna reagiu com seis vitórias nas sete corridas seguintes.
Porém, o campeonato ainda sofreria nova reviravolta. Depois de Senna e Prost abandonarem em Monza, o francês conseguiu três vitórias. Mesmo assim, por conta do sistema de descartes dos piores resultados, apenas o brasileiro chegou ao GP do Japão com chances de ser campeão.
Pole (foram 13 em 1988), melhor volta e vitória com mais de dez segundos de vantagem para o segundo colocado. Os dados revelam o triunfo que deu ao piloto brasileiro o primeiro título mundial, mas não contam o surgimento do mito Senna por conta de seu desempenho em Suzuka.
Tudo começou com um erro na largada. O motor de sua McLaren “morreu” pouco antes do sinal verde. E o pole caiu para a 14ª colocação, deixando Prost com uma larga vantagem. Foi quando Senna deu início a uma espetacular recuperação. Foram seis ultrapassagens apenas na primeira volta. Na terceira, ele era o quarto, atrás apenas de Prost, Capelli e Berger.
Uma leve chuva atingiu o circuito de Suzuka. Era a sorte ajudando Senna, já que era sob essas condições que ele preferia correr, principalmente quando estava em desvantagem. E Capelli abandonou, após chegar a assumir a liderança da prova, quando o brasileiro já havia ultrapassado Berger. A corrida e o campeonato estavam novamente entre dois pilotos.
Na 27ª volta, Senna aproveitou a dificuldade de Prost com o tráfego de retardatários para assumir a liderança do GP do Japão. Nas 24 voltas seguintes, consolidou sua liderança, abriu vantagem e venceu, conquistando o título de 1988 e mostrando que a agressividade pode vencer a regularidade.
Leandro Augusto publica vídeos esportivos históricos aos sábados no Sete Doses.
Inegavelmente havia beleza na imagem daquele copo sobre a mesa. Na sala escura, à meia-penumbra, apenas a mesa era iluminada pela branda luz externa de um dia nublado. Podia sentir as nuvens esparramando-se pelo vidro da janela. Agora sentado no sofá, a alguns metros de distância, Seu Edgardo contemplava a cena supracitada, com uma conclusão dura, porém óbvia: a mesa e o copo vazio eram a materialização da ausência.
Aos 63 anos aquela era a primeira vez em uma década que ele ficava absolutamente sozinho em casa. Há exatamente dez anos, depois de sua esposa, dona Maria Miquelina, ter sido levada sorrateiramente pela mão por um câncer no esôfago, Seu Edgardo decidiu que era hora de voltar a morar com o pai, Seu Rufino, num miúdo casebre, de bom tamanho para os dois.
E aquela foi mesmo uma década de hábitos simples e pequenos gestos. Pai e filho praticamente não saíam de casa, apenas para comprar pouca comida e muita bebida. Passavam manhãs, tardes e noites jogando dominó, cartas e entoando antigas canções: Seu Edgardo na voz gasta, Seu Rufino no violão surrado. Quando jogavam os passatempos, não se falavam. Dialogavam apenas por meio das músicas. Conversar mesmo, quase nunca. Não precisavam. Quando queriam se comunicar, gestos bastavam. Quando, por exemplo, um passarinho cantava bonito no quintal, o pai cutucava o filho, depois fazia uma concha com a mão direita na própria orelha e colocava a esquerda no peito, como quem diz: “escuta só que beleza, meu filho, escuta”.
A relação com Seu Rufino ensinara ao filho Edgardo que ele sabia – e adorava – conviver com o silêncio a dois. Já era assim, nos tempos de outrora, com sua saudosa esposa Miquelina. O que não suportava era o torpor da mudez solitária.
Por isso olhava fixamente para aquela mesa havia mais de uma semana. Era este o tempo que Seu Rufino, aos 86 anos, fora escolhido para não mais voltar. Sem despedida, sem palavra, sem alarde. Resignado, na companhia apenas do vazio do copo vazio, Seu Edgardo descobriu que a solidão guarda sua beleza apenas para quem abre a janela para vê-la e não pra quem fecha as cortinas.
Lucas Nobile escreve às sextas-feiras para o Sete Doses e homenageia Seu Rufino, Seu Edgardo e Dona Maria Miquelina com o samba-canção “Naquela Mesa”, declaração saudosa de Sérgio Bittencourt a seu pai Jacob do Bandolim, gravada agora no belíssimo disco de Otto, “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”. E enaltece o cantor pernambucano por ter feito um registro bonito como os antológicos de Nelson Gonçalves e Elizeth Cardoso.
O problema técnico foi resolvido e as edições de novembro já funcionam normalmente.
Até o final do mês TODAS estarão arrumadas.
Obrigado pela paciência e por favor, APERTE PLAY.
Sobre a ilustração:
Ele é o NIPPER, o simpático cãozinho da RCA VICTOR. A marca foi uma das principais fabricantes de rádio do mundo. Durante anos o rádio foi o meio de comunicação mais rápido que existiu. Já nos dias de hoje, o famoso player da “maçã” revolucionou a forma das pessoas ouvirem música.
Nesta semana aconteceram três atualizações bem legais no Sete Doses. A primeira, e particularmente a que mais gostei, foi a volta do player na dose_INDIE. Não escondo minha felicidade por isso. A outra é que desde segunda-feira o Nabuco Dosador entrou para o time. Ele fará o papel de crítico, conselheiro, comentará onde cada uma das doses pode melhorar o seu conteúdo. E a terceira novidade foi a reformulação do podcast do meu amigo Grito. A cada semana ele nos mostrará a boa música brasileira. Tendo isso em mente, essa semana deixei o indie de lado e desenvolvi um set list no capricho só com bandas nacionais.
01 - Titãs - Dona Nenê
O disco Televisão foi produzido pelo Lulu Santos. É dele o baixo dessa música.
02 - Eletrodomésticos - Choveu No Meu Chip
Com essa música a banda nos mostra a falta que uma simples agenda eletrônica fazia nos anos 80 quando algo dava errado e todos os seus dados partiam para o Sagrado Cemitério dos Bytes.
03 - Gang 90 - Perdidos Na Selva
Projeto idealizado pelo jornalista e dj Júlio Barroso. A banda era uma grande promessa do cenário musical mas acabou precocemente por causa da morte acidental do cantor e guitarrista em 1984.
04 - Ira - Nas Ruas
Com o disco “Vivendo e Não Aprendendo”, de 1986, o Ira conseguiu a façanda de ter uma música na trilha sonora da novela global “O Outro”, exibida em 1987. Isso fez com que as vendas aumentassem consideramente e aumentaram, por tabela também, as discussões internas entre os quatro integrantes da banda.
05 - Legião Urbana - Daniel Na Cova Dos Leões
Lançada no disco Dois, que é o último com a participação do baixista Renato Rocha. Reza a lenda que foi na época de divulgação desse disco que o Renato Russo descobriu que era portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.
06 - Plebe Rude - Nunca Fomos Tão Brasileiros
Lembro da excitação que o disco “O Concreto Já Rachou”, da Plebe Rude, provocou quando foi lançado em 1985. Houve uma expectativa muito grande para se ouvir o segundo disco da banda, lançado em 1987. “Nunca Fomos Tão Brasileiros”, música e disco, mostram a força que eles tinham naquele momento.
07 - Black Future - Eu Sou O Rio
08 - Finis Africae - Deserto
09 - Picassos Falsos - Carne e Osso
“…vejo a tristeza se encharcar de euforia…”, (09)
“…tenho medo de te ouvir, você vem me contar,
meus amores me fazem rir e por dentro desabar…”(08)
sou Picassos Falsos,
sou Finis Africae,
sou Black Future
“EU SOU O RIO”. (07)
10 - Capital Inicial - Descendo o Rio Nilo
Respeitando as devidas proporções que essa afirmação carrega, gostar do Capital Inicial nos anos 80 era legal. Era algo como se você fizesse parte de uma turma, como se você fosse amigo das bandas de Brasília.
11 - Ultraje a Rigor - Maximillian Sheldon
Essa música foge das letras bem humoradas escritas pelo Roger Moreira, vocalista e guitarrista da banda, e tem uma boa pegada rock’ n’ roll.
12 - Ronnie Von - Sílvia 20 Horas Domingo
Já temos o Rei. Encerro esse set list com chave de ouro. “Sílvia 20 horas Domingo” do Príncipe Ronnie Von mostra que no começo da carreira ele se aventurava na psicodelia e no velho rock’ n’ roll.
IMPORTANTE:
O Problema técnico com o PLAYER foi solucionado, essa dose_INDIE funciona normalmente. Até o final do mês TODAS voltarão ao normal.
Havia um Ponto Cego na Rua À Esquerda – um lugar sujo e acinzentado.
Confundia-se de tal forma com o ambiente sombrio onde se escondera que ele próprio desconhecia a sua existência.
Jamais foi visto por alguém, sequer por si mesmo. Apesar de ser dotado de uma visão aguçada. Do alto do papelão que fazia de jazigo, conseguia compor uma imagem colorida e convincente ao olhar apenas para os pés dos transeuntes. Chinelos, sandálias, tênis e sapatos com ou sem saltos bastavam ao ninguém.
A obsessão pelos calçados não era sem motivo. Fez da calçada a sua morada, e já não diferia do chão onde pisamos. Sua negritude chegava a se assemelhar à do asfalto alguns metros à frente. O odor de decomposição era igual.
Ali nunca brotaria um jardim para se cuidar. Imperava somente a sobremorrência dos dias seguidos das noites, senhora absoluta daquele Ponto Cego e de onde mais ele pudesse avistar. Já que nem os seus olhos de lince alcançavam a escuridão de um corpo sem vida, ignorava qualquer sensação que não fosse meramente mecânica. Como era a fome e não era a felicidade.
O ninguém também não sabia, porém todo mundo sempre soube, que havia um sentido para Em Ponto. Embora não fosse provido de sentidos. Partilhava do mesmo solo de Ponto Cego, com a diferença de que não estava parado. Caminhava altivo, sempre em direção ao nada. Até tropeçar, e os pontos se ligarem.
A colisão com Ponto Cego foi dolorosa. Em Ponto pisou em ninguém com os dois pés. Ainda que vacilante, esforçou-se para não abaixar a cabeça. Sua cegueira, de qualquer modo, não lhe permitiria enxergar o que não existia, mas havia.
A diferença entre os dois ruíra por segundos. Mas a indiferença perdurou.
Em Ponto esfregou sistematicamente os seus mocassins no meio-fio, enojado, para se purgar das impurezas do choque com a realidade. Ponto Cego desviou o olhar para outros sapatos. E um Ponto De Vista, ao longe, cruzou a esquina da Rua À Direita para morrer atropelado naquele instante.
Helder Júnior escreve às quintas-feiras para o Sete Doses
Primeiro um aviso: como o tema é delicado, os sites estão apenas indicados, sem links nos que levam a dites pornográficos. Se a ideia te agrada, é só copiar o endereço e colar no navegador. Se você se ofende com pornografia, seu puritaninho de merda, pode ler o texto sossegado sem riscos.
A internet mudou a maneira como lidamos com muitas coisas: música, o cinema, a comunicação com as pessoas de um modo geral, comércio, livros etc. Mas um setor que mudou completamente com a internet foi a pornografia.
A ideia para este post surgiu depois de ver o assunto tratado com alguns númerosno excelente blog Meio Bit, que também indica o documentário Porndemic, que pode ser assistido de graça no Google clicando aqui.
A pornografia na internet funciona um pouco como o comércio e drogas: todo mundo sabe onde tem, ninguém – ou pouquíssimos – admite que usa, os pais fazem vistas grossas em muitos casos e quando alguém é pego no flagra é aquele comício.
Não conheço um, UM, cara que nunca tenha visto pornografia na internet. Simplesmente não tem. Para alguns é um dos únicos usos da internet além de e-mails e comunicadores instantâneos. Para outros, apenas um passatempo saudável. O filme citado acima mostra que há casos de pessoas realmente viciadas em pornografia online, que gastam um bom dinheiro visitando sites pagos.
Este é um dos caminhos que a indústria, pelo menos lá fora, está seguindo. A criação de sites pagos com conteúdos exclusivos é uma saída para tentar combater a pirataria que, se afeta pesado as indústrias cinematográfica e fonográfica, é quase unânime na pornografia.
Já viu alguém comprar DVD das Brasileirinhas? Eu não conheço um que tenha comprado, nem nunca comprei, mas sei onde achar os filmes que quero ver (vai lá no http://www.rampeiras.net que tem).
Por outro lado, a internet tirou um pouco da mágica da pornografia. Quando eu era moleque – e acredito que a situação seja semelhante pra vários aqui do Sete Doses, já que temos mais ou menos as mesmas idades, mulher pelada era uma novidade sensacional. Quantas tardes de domingo foram gastas vendo a banheira do Gugu? Que festa foi quando Kids passou na Bandeirantes? Como uma revistinha (daquelas pequenininhas de sacanagem da pesada) valia favores na época do colégio…
Hoje em dia qualquer moleque pode achar o que quiser com meia dúzia de cliques. Por um lado é legal. Por outro pode criar gerações de freaks que sentem tesão com anões ruivos transando com garotas de membros amputados com prendedores de roupa nos mamilos. Sites como o Qporno.com acabaram com a magia, já que têm tudo o que se possa imaginar. E quando eu digo tudo, I Really Mean It…
Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e é um apreciador das artes cinematográficas e fotográficas que contam com modelos femininas com pouca roupa
Ele é o NIPPER, o simpático cãozinho da RCA VICTOR. A marca foi uma das principais fabricantes de rádio do mundo. Durante anos o rádio foi o meio de comunicação mais rápido que existiu. Já nos dias de hoje, o famoso player da “maçã” revolucionou a forma das pessoas ouvirem música.