[Antes de mais nada um aviso: as fotos desse post - principalmente as dos links - podem chocar um ou outro leitor mais impressionável. Se seu estômago vira ao ver cenas fortes, desencana, volta semana que vem, a amizade continua a mesma.]
É engraçado como algumas imagens têm efeitos muito mais que visuais na gente. Como já escrevi aqui há alguns posts, algumas fotos remetem a outros sentidos, como cheiros, sons e até mesmo sensações físicas de conforto ou desconforto.
Não tenho qualquer conhecimento ou autoridade científica para dizer por que isso acontece, mas é fato que algumas imagens causam arrepios na espinha e fazem nossa imaginação trabalhar loucamente, recriando o antes e o depois de um momento registrado em uma fotografia.
Tentei colocar alguns exemplos aqui, tomando o maior cuidado para que as imagens não fossem chocantes ao ponto de ofender alguém por algum motivo. Darei exemplos pessoais, mas que certamente poderão suscitar discussões, cada um usando a imagem que lhe for mais conveniente e que vier à cabeça.
Para alguns, fotos com sangue, seja lá qual o for o motivo pelo qual eles está FORA das veias, já é motivo de desmaio. Não chego a esse ponto, mas confesso que fico muito desconfortável com imagens do tipo. É lógico que a curiosidade – um pouco mórbida é verdade – já me fez algumas vezes dar uma espiada em alguns dos clássicos da internet, como os pedaços dos Mamonas Assassinas encontrados na mata, ou então daquela vítima do namorado louco fatiada e colocada numa mala, ou de acidentes em geral.
Essas imagens, chamadas de ‘graphic’ chocam pelo simples motivo de explicitar o que ninguém quer ver. Ou melhor, o que ninguém quer que aconteça consigo mesmo. De tempos em tempos caio na besteira de dar uma olhada na Coisas Estranhas da Internet, comunidade do Orkut que reúne vídeos e fotos do que você imaginar por “estranho”. As visitas sempre duram alguns minutos e sempre são seguidas da pergunta: “Por que diabos eu abri esse link?”. Fica aí a dica para os corajosos (ou seriam doentes?) de plantão.
Agora, outras imagens chocam mesmo sem mostram nada, ou quase nada. Por exemplo. Na imagem abaixo não há sangue, não há som, não dá para ver a cara dos envolvidos, mas duvido que um gelo não desça pela sua espinha quando olhar para ela.
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Outras, chocam pelo contexto envolvido. Como o de uma moça das mais lindas levar uns catiripapos do namorado, sendo que você “conhece” os dois da TV. Ou então de imaginar o que acontece na cabeça do agressor e do agredido em uma situação de imensa degradação, como as que ficamos sabendo que aconteceram em Abu Ghraib. A imagem em si não tem a violência explicita. O que choca é todo o conário. O tal do antes e depois que nossa cabeça monta instintivamente.


Já outras não tem nada demais mesmo, mas remetem a medos, fobias, desconfortos que temos dentro de nós mesmos, como uma espécie de “bicho-papão” ilustrado.
Há tempos vi uma daquelas listas de bichos bizarros que vivem em algum lugar do mundo e que não fazemos nem idéia. Entre peixes das camadas abissais dos oceanos, lagartas fluerescentes e cobras que engolem javalis no almoço, estava o Giant Coconut Crab.
Pense em um caranguejo GIGANTESCO, que se alimenta de fibras de coco, e que de vez em quando arrrasta objetos para sua toca, ou seja lá onde ele vive. Até aí, OK. Mas imagine uma porra dessas se mexendo! Caminhando na sua direção, rápido ou devagar – não faço idéia.

Mais aterrorizante que essas fotos de um ataque de homem-bomba (novamente, se clicar, é por sua conta e risco).
Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

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22/04/2009 at 10:14 am
Porra, esse caranguejo gigante parece de plástico… Imagina encontrar um desse no box do banheiro?
22/04/2009 at 1:02 pm
boa patolino!
22/04/2009 at 1:25 pm
Lembrei de uma foto impressionante, feita por um colega. Para quem não viu o Maikon Leite, do Santos, quebrar a perna: http://www.unisanta.br/banco_imagens_noticias/20081124214413_o.jpg
23/04/2009 at 2:03 am
pq raios vc fica procurando caranguejos gigantes na internet, kazu?
hahahahah! brincadeirinha…
23/04/2009 at 9:32 am
Essa do Eduardo da Silva é clássica. “Belo” post.