A ideia de todo documentário é poder levar o espectador onde ele não poderia estar e fazê-lo sentir exatamente o que era aquele momento. Poucas vezes esse objetivo é cumprido. Mas Michael Jackson’s This it It nasceu para isso, para mostrar o que era ser um mito, o que era ser o maior cantor pop de todos os tempos.
Kenny Ortega, diretor do filme (o mesmo de High School Music Band) editou 120 horas de gravação dos ensaios da turnê de cinquenta shows marcados para a O2 Arena, em Londres, colocou depoimentos e pronto. Tudo já estava lá. Não era preciso um diretor, Michael estava em cena, fazendo o que sabia melhor: encantar as pessoas.
Durante o filme percorremos o caminho do staff de Jackson, sentimos como seria fazer parte da mega estrutura montada para os shows, andamos pelo palco, ouvimos a voz poderosa de Michael oscilando entre a felicidade e a solução de problemas. Tudo como se fôssemos parte daquele projeto.
Os caminhos percorridos pelo diretor são vastos e muitas vezes cansativos, ele tende a mostrar sempre o melhor lado do cantor. Escondendo que Jackson vivia à base de remédios, pesava menos de 50 quilos e, muitas vezes, precisava de ajuda para se locomover.
Tudo não passa de um grande ensaio. Mas um ensaio que para qualquer outro cantor poderia ser técnico, para MJ e sua trupe era uma lição. Afinal, ele era apenas uma criança que não cresceu, uma criança com milhões de olhos voltados em sua direção. E sempre com as pessoas fazendo exatamente a sua vontade, nem que isso signifique colocar uma escavadeira no meio do palco para mostrar como seria a destruição de Michael.
A destruição aconteceu, de forma diferente, e o fã que se nega a assistir ao filme acabará perdendo o que provavelmente seria uma das maiores experiências de sua vida. E no final, o que fica claro com o longa é que o mundo perdeu o seu maior artista pop, talvez o inventor do gênero, e que ninguém nunca, nunca ficava indiferente à presença daquela pessoa magra de roupas coloridas e voz inigualável.
Ana Luiza Ponciano escreve aos sábados para o Sete Doses e todo dia para o R7, e quando falta tempo, bem, ela copia as suas matérias do R7 para o Sete Doses
08/11/2009 at 12:55 am
o texto está ótimo, Ana
mas que eu não aguento mais esse porcaria do Michael Jackson eu não aguento
ele é meio mac donald’s, você come e depois precisa ficar um tempo longe
e depois que ele morreu entrou essa febre de só falar do cara, um lance meio “supersize me” michael…
08/11/2009 at 12:37 pm
Aninhaaa….amo-te!
Parabéns pela lembrança do filme. Assisti neste documentário aquilo que sempre sonhei, um Michael real, de como ele realmente estava. Apesar de econômico na dança, mesmo assim me deixou arrepiado com alguns passos. E sua voz poderosa, ora falhando, errando as letras e até desafinando..E ainda assim fabuloso!!!..
Destaque para Human Nature!!!
Com certeza com esse This is it, Jacko encerraria com chave de ouro sua carreira. Sua morte veio antes, parecendo até apropriada. Deixou uma certa mágia no ar.
09/11/2009 at 9:51 am
Texto redondo. Vou assistir ao filme.