A coluna de hoje, prejudicada pelo apagão doido da noite desta terça-feira, traz algumas dicas de assuntos diferentes. A análise do Google Wave que eu estava preparando (sim, finalmente recebi o convite) fica para a semana que vem. Desta vez espero que sem perder pedaços do texto e umas fotos pelo caminho.

Quem morou no Brasil nos últimos dez, quinze anos, certamente pegou aquela fase de valorização do real, que criou uma categoria até então nova no varejo, que virou moda em tudo quanto foi cidade: as lojas de R$ 1,99. Se alguém, sei lá, estava morando em Marte nesta época e não se lembra, uma breve explicação: eram lojas que vendiam de quase tudo, a preços bem baratos, por conta de um abatimento nos impostos, ou alguma mutreta, enfim, eu era pequeno e não me importava em saber disso. O que importava era que dava pra comprar muita coisa com a grana do lanche da escola.

Agora pense em uma versão século XXI da loja de 1,99, com tudo o que você precisa e/ou acha legal quando o assunto são gadgets, coisas para computador e brinquedinhos nerds, pagando super pouco, mas desta vez porque você está comprando direto da China…

Isso existe e, por incrível que pareça, funciona. O DealExtreme é uma loja online que tem tudo o quanto é badulaque chinês que você até acha por aqui nas Santas Ifigênias da vida, só que muito, mas MUITO barato.

É simples, você faz a compra normal, paga com seu cartão de crédito internacional, e eles colocam em um envelope totalmente branco, declaram como presente e ele começa sua jornada em um navio até chegar na sua casa. Quer mais um incentivo? FRETE GRÁTIS, para qualquer parte do mundo, não importa o que você comprar.

Demora (em média uns 20 dias) mas chega. E chega inteiro. Já fiz algumas compras e nunca fui taxado na Alfândega. Uma dica é: já que o frete é grátis, não passe de US$ 50 em cada compra (valor que pode ser declarado como presente de pessoa física para pessoa física, o que é isento de impostos.

A dica dois fica por conta da entrevista bem legal do Marcelino Freire, escritor pernambucano porreta, que sempre pode ser encontrado ali no Bar Mercearia, publicada pelo Estadão. Ele fala sobre seu projeto de tuítar mil contos em até 140 caracteres e na qual se diz a favor da pirataria. Vale a conferida.

E a coluna desta quarta termina com o lançamento do livro Olhares da Rede, de Cláudia Castelo Branco, Fabrício Ofuji, Luciano Matsuzaki, Murilo Machado e Rodrigo Fonseca, integrantes do grupo de pesquisa Cultura de Rede, da Faculdade Cásper Líbero (berço acadêmico de boa parte do Sete Doses). Eles analisam o pensamento de alguns dos caras que importam nesta área de cibercultura.

O livro – que tem apresentação do mestre Sérgio Amadeu –  às vezes é um pouquinho cansativo, mas pô, é de graça, só baixar lá, não custa nada dar uma olhadinha.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e está pensando seriamente em comprar um No-Break